domingo, 24 de março de 2013

REFLEXÃO: CRISTO E NOSSAS TORMENTAS

Mateus 14:25, "Por volta das quatro horas da madrugada, Jesus foi na direção deles, andando sobre o mar".

Os discípulos enfrentavam uma tormenta inesperada. Assustadora.

O mar da sua vida está calmo? Não há tormentas em sua existência? Graças a Deus! 


Mas... cuidado! 

A experiência dos discípulos se repete hoje. Há pessoas que passam por momentos de grande tormenta:

- Sua tormenta pode ser falta de dinheiro para pagar os estudos.
- Sua tormenta pode ser um relacionamento que não se arruma. Uma família destruída. Um noivado inseguro. Um namoro que vai de mal a pior.
- Sua tormenta pode ser a raiva que você tem de uma pessoa que lhe fez uma terrível maldade, e você não a consegue perdoar. 
- Sua tormenta pode ser um pecado no fundo da alma, que só você conhece. Só você e Deus.
- Sua tormenta pode ser a péssima notícia dada pelo médico.
- A tormenta pode ser um acidente.

Jesus Cristo aparecendo no meio da madrugada nos ensina uma profunda verdade: Não importa a intensidade de nossa tormenta; se decidirmos caminhar nas águas ao lado de Deus, Jesus Cristo pode aparecer para revelar-nos o Seu poder. 


E fará isso no momento em que menos esperamos. Pode esperar; Ele nunca falha.

Confiança, Esperança, Fé: em Cristo. Atitude poderosa para enfrentar as tormentas da vida.


Pense nisso.

quinta-feira, 14 de março de 2013

REFLEXÃO


QUANDO...
Autor desconhecido

Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói;
Quando se acabam as forças, Deus renova;
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria;
Quando não há mais amor, Deus o faz nascer;
Quando a maldição é certa, Deus transforma em bênção;
Quando parece ser o final,  Deus dá novo começo;
Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com a paz;
Quando a doença assola,  Deus é quem cura;
Quando o impossível se levanta, Deus o torna possível;
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer;
Quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta;
Quando você diz: não vou conseguir, Deus lhe diz: não tema, pois estou com você;
Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador;
Quando não há possibilidade, Deus faz o milagre;
Quando só há morte, Deus nos faz persistir;
Quando a noite parece não ter fim, Deus faz nascer o amanhecer;
Quando caímos num profundo abismo, Deus estende Sua mão e nos tira de lá;
Quando tudo é dor, Deus dá o refrigério;
Quando o calor da provação é grande, Deus dá a sombra da Sua presença;
Quando o inverno parece infinito, Deus traz o verão;
Quando não existe mais fé, Deus diz: acredita;
Quando estamos a um passo do inferno, Deus nos dá a direção do céu;
Quando não temos nada, Deus nos dá tudo;
Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que somos mais que vencedores;

Quando difícil se torna o caminhar, Deus nos carrega no Seu colo.

Deus pode TUDO!

REFLEXÃO


PEDI A DEUS...

 Autor desconhecido


Eu pedi a Deus para remover meu orgulho, e Deus disse "Não". Ele disse que não era tarefa apenas dEle, mas que era para eu abrir mão para a atuação de Seu Espírito em mim.

Eu pedi a Deus para que meu irmão paraplégico fosse uma criança normal, e Deus disse "Não". Ele disse que em breve nosso corpo será transformado; o corpo atual é apenas temporário.

Eu pedi a Deus para me dar paciência, e Deus disse "Não". Ele disse que paciência é resultado de abnegação e de tribulação, e que deveria ser conquistada aos poucos.

Eu pedi a Deus para me dar felicidade, e Deus disse "Não". Ele disse que me dá bênçãos e segurança. Felicidade depende de minha atitude de espírito.

Eu pedi a Deus para dividir minha dor com Ele, e Deus disse "Não". Ele disse que o sofrimento nos afasta das coisas mundanas e nos deixa mais perto dEle.

Eu pedi a Deus tudo para desfrutar a vida, e Deus disse Não. Ele disse que era melhor me dar a vida para desfrutar de tudo.

Eu pedi a Deus para ser forte a fim de executar grandes projetos, e Deus disse Não. Ele disse que me conservaria fraco para que eu fosse humilde.

Eu pedi a Deus riqueza, para ter de tudo, e Deus disse Não. Ele disse que era melhor eu não ter riquezas, pois assim - quem sabe - eu não seria egoísta.

Sabe de uma coisa? Mesmo não tendo tudo o que pedi, recebi muito mais do que eu esperava.

terça-feira, 12 de março de 2013

Sociologia da Religião



O CRISTÃO E A CULTURA

H. Richard Niebuhr (1894-1962), apresentou em seu livro Cristo e cultura cinco categorias de classificação do relacionamento entre o cristão e a cultura, fornecendo, assim, ferramentas para descrever a forma que os cristãos encaram questões sociais, éticas, políticas e econômicas

1. O cristão contra a cultura

Os que seguem esta corrente enfatizam que, diante da natureza decaída da criação, é necessário que se criem estruturas alternativas, e que estas sigam mais de perto o chamado radical do evangelho. Resumidamente, a cultura é caída, má e demoníaca; rejeite tudo.

2. O cristão da cultura

Os ensinos do evangelho têm íntima relação com as estruturas culturais, num processo de acomodação a esta. Ou seja, toda e qualquer cultura é incorporada no cristianismo.
Apesar das objeções que são lançadas a esta posição, ela tem sido influente na história da igreja. Os ensinos de gnósticos do século III, Abelardo de Paris (1079–1142) e dos teólogos liberais do século XIX refletem esta posição.. A igreja evangélica na Alemanha, por influência deste entendimento, trocou seu nome para Igreja do Reich e seus pregadores juraram obediência a Hitler.
O fundamentalismo americano acabou espelhando esta posição, afirmando os valores básicos da cultura dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, se por um lado rejeitamos toda cultura local (o cristão contra a cultura), por outro acabamos abraçando a cultura americana (o cristão da cultura), como se ela fosse uma cultura cristã e achamos que uma cultura é intrinsicamente superior a outra.

3. O cristão acima da cultura

Este é o conceito católico, influenciado por Clemente de Alexandria (c.150–c.215) e Tomás de Aquino (1225–1274), que busca uma unidade entre o cristão e a cultura, onde toda a sociedade aparece hierarquizada. Na Idade Média o ensino eclesiástico alcançou quase todos os aspectos da sociedade: suas práticas religiosas formaram o calendário; seus rituais marcaram momentos importantes (batismo, confirmação, casamento, ordenação) e seus ensinamentos sustentavam crenças sobre moralidade, significado da vida e a vida após a morte. A igreja e sua mensagem são institucionalizadas e o que deveria ser condicionado culturalmente é absolutizado. Neste terceiro modelo, o que é levado não é o evangelho, mas uma cultura.

4. O cristão e a cultura em paradoxo

Posição comumente associada a Martinho Lutero (1483-1546) e Søren Kierkegaard (1813-1855). Esta posição mantém o entendimento bíblico da queda e da miséria do pecado, e o chamado para se lidar com a cultura. A relação do cristão com a cultura é marcada por uma tensão dinâmica entre a ira e a misericórdia.
Lutero enfatizou este tema com sua doutrina dos “dois reinos”: a mão esquerda, mundana, segura a espada do poder no mundo, enquanto a mão direita, celeste, segura a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Não se pode tentar coagir a fé, nem se pode tentar acomodar a fé aos modos seculares de pensamento.
Um exemplo: espancamento feminino. A mulher deve processar o marido? Nesta visão paradoxal, como cristã, ela não deveria (pois o crente não leva outro ao tribunal secular), mas como cidadã, sim. Então, a mulher vive um conflito paradoxal.

5. O cristão como agente transformador da cultura

A cultura deve ser levada cativa ao senhorio de Cristo. Sem desconsiderar a queda e o pecado, mas enfatizando que, no princípio, a criação era boa, os que estão nesse grupo enfatizam que um dos objetivos da redenção é transformar a cultura. Sendo assim, por mais iníquas que sejam certas instituições, elas não estão fora do alcance da soberania de Deus. Ou seja, mesmo sabendo da queda, o cristão não abandona a cultura (o cristão contra a cultura), mas busca redimi-la, levá-la aos pés de Cristo.
Agostinho (354-430), João Calvino (1509-1564), John Wesley (1703-1791) e Abraham Kuyper (1837-1920) são alguns dos que entenderam que os cristãos são agentes de transformação da cultura, posição que é exposta nesta obra de Niebuhr. Em Apocalipse, vemos que Deus redime tanto a pessoa, como a diversidade cultural.
Nesta posição, não há divisão entre o sagrado e o profano – essa é uma dicotomia católica (a divisão sagrado/profano afirma que na igreja fazemos atividades sagradas e, no mundo, atividades profanas; ou seja, rezar, ser padre é algo sagrado, mas construir um prédio e ser um engenheiro são coisas profanas). A divisão bíblica é entre o que é santo e está em pecado; e que está em pecado deve ser santificado.

Síntese apresentada em:
http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/02/franklin-ferreira-o-cristao-e-a-cultura/#axzz2Mekvzenj

Sociologia - Série "Como Jesus Tratava as Pessoas"


COMO JESUS TRATOU OS MARGINALIZADOS


                                                                                         Fernando das Flores de Oliveira
     
                                                                                                       


Texto – Lucas 5:27-31 
O Homem e o Senso de Comunidade
A declaração de que o homem não deve viver sozinho, vem de ninguém menos que o próprio Criador, Deus. Ao criar o ser humano Deus afirmou: não é bom que o homem esteja só.... Gn. 2:18. O homem possui uma necessidade inerente de inclusão entre seus semelhantes, necessidade esta colocada no homem pelo Seu Criador.
Pecado, o Fator que Marginaliza
O pecado, no entanto entrou na história humana como um desaglutinador, separou o homem de Deus, Caim e Abel, Caim e sua descendência de Sete e sua descendência, levou o ser humano à construção da torre de Babel, onde houve a divisão da humanidade em grupos de mesmo idioma. Por causa do pecado, em algum momento da história – não sei segundo qual padrão, se todos os homens descendem daquele que foi feito à imagem e semelhança de Deus – alguns homens começaram a se sentir superiores aos outros, os tidos por inferiores passaram a compor a classe dos marginalizados.
Jesus e os Marginalizados
Um dos significados para marginalizar é: impedir de participar – no contexto em que Jesus veio, onde a religião era ritualística e participativa, marginalizar alguém era uma verdadeira crueldade, e de fato essa era a cruel verdade. Vários grupos eram marginalizados nos dias de Jesus: Os pobres, Jo. 7:49; os doentes Jo. 9:1-2, Lc. 18:35-39; os publicanos Lc. 19:7.
E foi justamente dentre os publicanos, provavelmente o grupo mais marginalizado da sociedade judaica da época de Jesus, que o quinto discípulo a ser escolhido, Levi Mateus, foi chamado, o que o levou a dar um banquete como forma de agradecer a Jesus e colocar seus amigos – de péssima reputação – em contato com Jesus, que prontamente aceitou o convite para o banquete, porque Jesus veio para os pecadores.
Escreveu Ellen White: Para Ele, as distinções exteriores não tinham nenhum valor. O que Lhe falava ao coração era a sede da alma pela água da vida. DTN 274
Nós e os Marginalizados
Nunca se falou tanto em inclusão como em nossos dias e nunca houve tantos marginalizados – de todas as classes – como há hoje.
Lembremos que Jesus sendo Deus se marginalizou para que os excluídos fossem incluídos, não na lista das celebridades, mas na lista mais importante do universo, o livro da Vida do Cordeiro. Vamos anunciar essa mensagem de maneira tão inclusiva como nosso Salvador fez.

Sociologia - Série "Como Jesus Tratava as Pessoas"


COMO JESUS TRATOU O LEPROSO


                                                                                                           Johêdyr Cartaxo


Frequentemente em nossa sala, recebemos pedidos de oração em prol de pessoas doentes; essa é uma triste realidade presente no nosso mundo desde a entrada do pecado. Antigamente, as doenças não estavam associadas unicamente a entrada do pecado no planeta mas, comumente, eram associadas a entrada do pecado no próprio indivíduo (Lv 13:51 e 52).

Apesar de existirem vários tipos de doenças, diversas formas de uma enfermidade se apresentar, sem dúvida, nos tempos bíblicos, as enfermidades de pele eram as mais dramáticas. O procedimento para com os doentes está descritos em Levítico 13 e 14.

Historicamente, sabemos que no caso da lepra, (1) o indivíduo era expulso de casa e da comunidade, (2) passava a habitar em cavernas fora da cidade (Lv 13:46) e, sempre que se aproximasse de pessoas sãs, (3) deveria pronunciar aos gritos: “Imundo! Imundo!” (Lv 13:45) – procedimento que, se não efetuado, autorizava as pessoas a apedrejá-lo.

Como essas regras estavam válidas nos dias de Jesus, o relato da cura do leproso descrito em Mateus 8:1-3 (Mc 1:40-44 e Lc 5:12-14) no estimula a pensar em detalhes daquele milagre de Jesus, um dos poucos relatados nos três evangelhos sinóticos.

É difícil imaginar alguma situação que viabilizasse um encontro entre Jesus e um leproso; as multidões que seguiam o mestre (Mt 8:1) já o respeitavam e, certamente, impediriam tal contato, afinal, como a lepra era altamente contagiosa, se Jesus fosse contaminado, deveria ser expulso da comunidade.

Esse fato nos estimula a imaginar a dificuldade que o leproso teve para conseguir chegar até Jesus. Imagino que ao ver Cristo de longe cercado por uma multidão, ele tenha desistido do encontro, no entanto, cansado da viagem e, preocupado se se corpo aguentaria mais impactos da caminhada resolveu enfrentar a multidão.

Imagino que ao chegar perto dos últimos entre as fileiras ele gritava: “Imundo! Imundo!” e seguia se aproximando em direção à Jesus; as pessoas se entreolhavam e se afastavam e, certamente, alguns empunharam pedras e as arremessaram contra o leproso – era a única forma de se protegerem e resguardarem o Mestre.

Por causa disso, é fácil acreditar que algumas pedras atingiram o leproso, a tal ponto de o impedirem de continuar o seu caminho e, logo ali, no meio da multidão, ele caiu e, sem forças, esperou a última pedrada, aquela que declararia a sua morte. Como sabemos, ele não morreu ali e, idealizo que isso só aconteceu porque, ao mesmo tempo em que ele vinha de um lado da multidão em direção a Jesus, o Mestre vinha do outro em sua direção; quando caiu no chão, sem forças, foi também o momento que Jesus chegou ao seu lado! Estupefata, a multidão ouviu o diálogo: – Senhor, se queres pode purificar-me – Disse o leproso, ao que ”Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo” (e imediatamente o leproso foi curado).

Dentre as várias lições que podemos tirar dessa história, eu proponho o nosso encontro com Jesus que, por mais disponível que ele esteja, é requerido de nós algum esforço! Para encontrarmos Jesus se faz necessário orar, ler a Bíblia, meditar, ter fé e crer; é preciso ir até Ele. Em Isaías 55:6 nós somos intimados: “Buscai o Senhor” e Mateus 6:33 é adicionado que essa busca deve ser “com prioridade”.