quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

RELATÓRIO DE LEITURA

UMA LEITURA PROVEITOSA



Ler um bom livro ou artigo não garante aprendizado eficaz. O que garante o aprendizado pela leitura é o que se faz com a leitura. De modo que a interação com o texto é fundamental para ler, compreender e nunca mais esquecer. Pensando nisso, coloco em anexo um modelo de relatório de leitura. 



Espero que seja de bom proveito!


E lembre: "Uma nação se faz com pessoas e com livros" (Monteiro Lobato).



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REFLEXÃO

O NOVO ATEU

"Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador".

                                                                                                                   Ricardo Barbosa de Sousa

     Sabemos que existem vários tipos de ateus. Existem aqueles que não crêem em Deus por não encontrarem respostas para os grandes dilemas da humanidade como violência, miséria e sofrimento. Não conseguem relacionar um Deus de amor com o sofrimento humano. Outros não crêem porque não encontram uma razão lógica e racional que explique os mistérios da fé, como a criação do mundo, o dilúvio, o nascimento virginal, a ressurreição, céu, inferno etc. Diante de temas tão complexos que requerem fé num Deus pessoal, Criador e Redentor, muitos não conseguem crer naquilo que lhes parece racionalmente absurdo.

     Os dois tipos de ateus já mencionados são inofensivos. Na verdade, são pessoas que buscam respostas, são honestos e não aceitam qualquer argumento barato como justificativa para suas grandes dúvidas. São sinceros e lutam contra uma incredulidade que os consome, uma falta de fé que nunca encontra resposta para os grandes mistérios da vida e de Deus.

     No entanto há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula. São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante.

     Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.

     Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.

     Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino. A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.

     Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.

     A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos. A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dele e a relevância da comunhão com ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.

     As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho. Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.

     A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.

     Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dele para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.

Ricardo Barbosa de Sousa
é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto (DF)
Fonte: Revista Eclésia
http://www.eclesia.com.br/colunistas/2001-09-espiritualidade.html

REFLEXÃO


SANTO REMÉDIO

"O Evangelho não é uma fórmula para ser usada em momentos de crises, mas remédio para o tratamento contínuo de uma enfermidade crônica - o pecado".

 Ed René Kivitz

     Quase ninguém sabe o que é benzilpenicilina benzatina, mesmo os que já sofreram na ponta da agulha de uma Benzetacil. E o que dizer do bromazepan, cujo nome de guerra é Lexotan? Sabe o que é brometo de n-butilescopolamina? Nada mais, nada menos, que o Buscopam. O cloridrato de fluoxetina é o famosíssimo Prozac. E eu jamais viajo sem a companhia de mucato de isometepteno mais dipirona sódica mais cafeína anidra - ou, simplesmente, Neosaldina.
     
     O Evangelho é um santo remédio. Bem, pelo menos costumava ser. Ou melhor, ainda é, caso estejamos a falar do genérico. Sim, porque os laboratórios eclesiásticos institucionais empacotaram a essência de maneira a torná-la mais atraente, e nessa manipulação das substâncias o conteúdo do Evangelho foi alterado. Mais vale a embalagem e o marketing do que o remédio em si. Fiz uma pequena pesquisa no mercado e encontrei o genérico Evangelho empacotado em diversas versões. Uma pior do que a outra. Mas todas muito populares.

     Encontrei o Evangelho versão incorporação. A receita diz que o usuário deve esvaziar-se completamente de suas responsabilidades pessoais, para tornar-se gradativamente um mero instrumento despersonalizado das forças espirituais. A fórmula foi muito usada nos terreiros de macumba e centros espíritas, adotadas pelos "cavalos" e "cambonos", e depois foi adotada por setores da Igreja Evangélica que acreditam que o ideal de intimidade com Deus e performance ministerial é a completa anulação pessoal em sujeição ao Espírito-espíritos. O usuário deste remédio passa a justificar todas as coisas pela ação direta do Espírito Santo - ou outro espírito, sabe-se lá: "Foi o Espírito quem me conduziu"; "Foi o Espírito quem disse", e outras coisas, como se o Espírito Santo tivesse "baixado" no sujeito.
     Encontrei também o Evangelho versão segregação. Muito caro, usado apenas por uma casta especial de favorecidos por Deus: os filhos do Rei. Os usuários do Evangelho de segregação proclamam que as riquezas do mundo pertencem a Deus e a seus filhos, mas foram usurpadas pelo Diabo e os ímpios. Acreditam que após algumas doses regulares, geralmente tomadas em correntes e vigílias, os favorecimentos divinos vão sendo canalizados na direção deles. A fórmula foi emprestada dos regimes totalitários, onde as benesses sociais são acessíveis apenas aos que são leais ao poder estabelecido, e os "rebeldes" são espoliados em favor de uma minoria. Diversos segmentos da Igreja Evangélica acreditam que Deus existe para satisfazer os seus e que o mundo existe para ser saqueado.

     Há também o Evangelho de mediação. Esse é administrado apenas nas farmácias espirituais certas, em sujeição aos enfermeiros espirituais certos. Muito popular nos grandes impérios eclesiásticos centrados nas figuras carismáticas de seus fundadores e proprietários. Há crentes que são levados a acreditar que a relação com Deus é subproduto da correta identificação institucional, de um institucionalismo hierarquizado. A propaganda deste remédio não fala mais de antes e depois do Evangelho, ou antes e depois de Cristo; mas sim, de antes e depois da igreja "A" ou "B", ou antes e depois da unção do bispo, do missionário ou do apóstolo.

     Já me deparei também com o Evangelho versão sacramentalismo. É administrado com dia e hora marcados. Para ter acesso a uma dose, o usuário deve comparecer às atividades propostas pela autoridade clínica: a igreja e seu respectivo guru - pode ser numa corrente da fé, na campanha da vitória, na noite do milagre, no dia do santo jejum, e por aí vai. Mas quem não estiver lá perde a dose. Fica sem o remédio. A fórmula foi desenvolvida na cultura da santa missa: sacramento que transfere graça. É adotada por grupos evangélicos que acreditam que a participação na ciranda cúltica é a principal fonte de benefício espiritual para os fiéis. E fonte de enriquecimento para a indústria farmacêutica espiritual, é claro.

     Já ouvi falar também do Evangelho versão misticismo. Fundamenta-se na completa rejeição à ciência e à razão; fica mais para o lado da pajelança, das experiências empíricas, de crendices e lendas transmitidas oralmente. Coisa de "remédio que a minha avó usava". Assim como os povos primitivos explicavam todos os fenômenos e acontecimentos pela ação direta de poderes espirituais, há muitos evangélicos que acreditam que crer não tem nada a ver com pensar. Para eles, o ser humano é uma vítima, no máximo coadjuvante, das forças dos espíritos do bem e do mal.
Durante muito tempo, a indústria farmacêutica religiosa acreditou que esse remédio era usado pelos pobres e os que tiveram menos acesso às informações científicas. Mas logo descobriu um monte de místico rico, e aí passou a empacotar melhor a coisa e vendê-la através do marketing direto, de casa em casa, nas mansões e condomínios chiques das cidades. Há sinais de que os laboratórios esotéricos evangélicos estão ganhando muito dinheiro com esse público.
    
     Há ainda o remédio conhecido como Evangelho racionalista. Usado, ou melhor, comprado, pelos que sabem sem crer. Eles apenas compram e não usam, deixam as caixas de remédios guardadas no armário. Muitos gostam de estudar detalhadamente a bula, mas poucos já tomaram uma dose sequer. Os que tomam, fazem-no muito de vez em quando. Nunca se submetem a um tratamento de longo prazo com doses regulares para que o genérico faça efeito. A fórmula teve origem no movimento iluminista, que colocou o homem como medida de todas as coisas, e até hoje influencia parte da Igreja de Cristo que acredita que Deus criou o mundo com suas leis inexoráveis e pronto - uma espécie de fé naturalista, coisa de gente esclarecida, doente cult.

     Mas graças a Deus o genérico Evangelho continua disponível em centenas e milhares de comunidades terapêuticas, administrado pelos doutores à moda antiga, médicos de família, que acompanham a história de seus pacientes, conhecem-nos pelo nome, mantêm com eles relações afetivas e praticam a medicina espiritual na perspectiva do sacerdócio, e não do comércio. Há milhares e milhares de usuários do genérico Evangelho, que se cuidam mutuamente. Um sem-número de usuários que descobriram que o genérico Evangelho não é uma fórmula para ser usada em momentos de crises, mas sim para o tratamento contínuo de uma enfermidade crônica - o pecado. Pessoas que não se impressionam pelo rótulo, conseguem crer no que é simples, confiam na sabedoria milenar e compreendem que o mundo tem uma química divina, porém delicada, que facilmente se desarranja quando manipulada sem critério e sem cuidado.

Ed René Kivitz
é conferencista e pastor da Igreja Batista Água Branca (SP)
Fonte: Revista Eclésia
http://www.eclesia.com.br/colunistas/2002-07-dialogo.html

SÉRIE "OS DEZ MANDAMENTOS"


MANDAMENTO 3: REVERÊNCIA

Pr. Adolfo S. Suárez

INTRODUÇÃO

No início de 2012, uma regra criou polêmica na Itália: A Federação Italiana de Futebol resolveu punir quem blafesmar dentro de campo. É isso mesmo. A Federação Italiana de Futebol mandou os árbitros mostrarem cartão vermelho para quem “evocar o nome de Deus em vão”.

O que você acha dessa regra?

Polêmicas à parte, essa regra traz à tona algo que tem se tornado muito comum em diversas circunstâncias e ambientes: o nome de Deus é usado para qualquer coisa, desde piadas de mau gosto, ameaças, brincadeiras, e inclusive para xingamento.

Muitas vezes, a maneira desrespeitosa de se dirigir a Deus acaba se tornando ponto de referência, modelo, especialmente quando isso vem de uma personalidade. Um exemplo disso ocorreu no ano de 1990. Um filme estrelado por Xuxa, chamado Lua de Cristal, popularizou uma expressão que se tornou ícone para alguns adolescentes e jovens na maneira de se referirem a Deus. Na verdade, uma maneira mal-educada de se referir a Deus. Na música tema do filme, a dublê de cantora Xuxa cantarolava assim:

Tudo que eu quiser
O cara lá de cima vai me dar,
Me dar toda coragem que puder,
Que não me falte forças pra lutar
.
            
            “O cara lá de dima”. O que você acha disso? Você pode pensar: “É só uma expressão, sem malícia nenhuma. Uma linguagem compreennsível ao público adolescente”.

            Pense: Se assumimos a existência de Deus, então devemos a Ele um mínimo de respeito. Numa conversa de negócios, ou numa conversa com alguém importante, certamente “cara” não é uma expressão utilizada. Sendo hierarquicamente inferior, ninguém se dirige pessoalmente ao seu chefe ou gerente como “cara”. A personalidade máxima de um país, que é o presidente, não deve ser chamado de “cara”.

            Esta conversa toda nos leva ao 3º mandamento, registrado em Êxodo 20:7: Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

            A Bíblia NTLH, diz assim: “Não use o meu nome sem o respeito que ele merece; pois eu sou o SENHOR, o Deus de vocês, e castigo aqueles que desrespeitam o meu nome”.

            Enquanto que o primeiro mandamento se refere a aspectos internos da adoração, e o segundo mandamento se refere a aspectos externos da adoração, o terceiro mandamento se refere aos aspectos verbais da adoração, especificamente envolvendo o nome de Deus. O terceiro mandamento nos previne contra a banalização do nome de Deus. Nós chamamos a isso de reverência.

            Mas, o que significa exatamente não tomar o nome de Deus em vão? Na Bíblia, o nome de Deus inclui pelo três coisas específicas (The Expositor´s Bible Commentary, volume 2, p 423):

(1)  Sua natureza, Seu ser, Sua própria pessoa (Salmos 20:1; Lucas 24:47; João 1:12; Apocalipse 3:4).
(2)  Seus ensinos ou doutrinas (Salmo 22:22; João 17:6, 26).
(3)  Seus ensinos éticos e morais (Miqueias 4:5).

            De modo que tomar o nome de Deus em vão significa ou desrespeitar sua própria pessoa; ou desobedecer, desrespeitar suas doutrinas; ou desobedecer, desrespeitar seus ensino éticos e morais.

            Por outro lado, usar o nome de Deus em vão significa usar o nome de Deus sem propósito, simplesmente sem razão, sem necessidade:

- seja de um modo leve e ingênuo, do tipo: diante um susto, reagir com uma frase como “Ai meu Deus!”.
- seja de um modo descuidado, como repetir o Seu nome desnecessariamente, preenchendo espaços numa oração ou num sermão: “Querido Deus, agradeço Deus pelo alimento Deus. Como é bom Deus ter um Deus como o Senhor, um Deus forte, um Deus amoroso, um Deus que me aceita Deus”.
- seja confirmando algo que é falso: “Professor, juro por Deus que eu não copiei o arquivo da minha amiga! Os trabalhos são parecidos porque nós somos do mesmo quarto e estudamos juntas” (e na verdade, a única coisa diferente nos arquivos era o nome; até os erros de digitação eram iguais!).

            Explicando o terceiro mandamento, Ellen White afirma:Este mandamento não somente proíbe os falsos juramentos e juras comuns mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana ou descuidada, sem atentar para a sua terrível significação. Pela precipitada menção de Deus na conversação comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela freqüente e impensada repetição de Seu nome, nós O desonramos. "Santo e tremendo é o Seu nome." Sal. 111:9. Todos devem meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade” (Patriarcas e Profetas, 313):

            Essa citação de Ellen White me faz pensar em duas coisas: uma negativa e outra positiva. A negativa é sobre a banalização do nome, do caráter e da pessoa de Deus. Muitos consideram Deus um amigão, um paizão, um colega, um vigia, um juiz, um vovô, um ditador. Claro, essas são caricaturas de Deus, que infelizmente nós aprendemos de nossos pais, professores, de algum adulto, em nossa infância. Se você tem uma imagem distorcida de Deus, sugiro que você leia estes livros: O abraço de Deus e Curando nossa Imagem de Deus. Imagens distorcidas de Deus nos levam à banalização de Deus, e ao desrespeito a Ele.

            O aspecto positivo no qual pensei em função da citação anterior de Ellen White, é sobre a majestade, pureza e santidade de Deus. Não dá para compreender o que isso realmente significa, porque nossa mente é limitada. Mas podemos ter uma pálida noção. Pense, por exemplo, na voz de Deus: como será a voz de Deus? A voz é um componente fundamental e característico da pessoa. Como será a voz de Deus?
O Salmo 29 nos dá uma pálida noção disso:

3. A voz do SENHOR é ouvida sobre as águas; o glorioso Deus troveja, e sobre os mares se ouve a sua voz.
4. A voz do SENHOR é cheia de poder e majestade;
5. A sua voz quebra as árvores de cedro, quebra até os cedros dos montes Líbanos.
6. Os montes Líbanos ele faz saltar como bezerros; o monte Hermom ele faz pular como um boi novo.
7. A voz do SENHOR faz brilhar o relâmpago.
8. A sua voz faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
9. A voz do SENHOR sacode os carvalhos e arranca as folhas das árvores. Enquanto isso, no seu Templo, todos gritam: “Glória a Deus!”

Que impressionante!

CONCLUSÃO

            Deus convida você a um relacionamento próximo, chegado, mas a um relacionamento de respeito. Deus é Deus, e Ele não admite ser banalizado. Ele é acessível a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas lembre: Ele é Deus e nós somos criaturas.
É verdade que Deus está ao seu lado, mas não o trate como um amigão, como uma colega, porque Ele não é nada disso. Ele é muito melhor que isso.

            Na prática, como esse mandamento funciona? Algumas dicas:

(1)  Seja reverente no Templo: o Templo é a casa de Deus.
(2)  Seja reverente na oração: a oração é maneira de falar com Ele.
(3)  Seja reverente no estudo da Bíblia: a leitura da Bíblia é a maneira de Deus falar com você.
(4)  Seja reverente quando está só: comporte-se adequadamente quando ninguém está olhando, porque Deus está olhando. E ele merece respeito em nossos atos.

            Vai chegar o dia em que Deus poderá lhe dizer: “Querida filha, querido filho: Você me respeitou; respeitou meu nome, minhas coisas, meus espaços. Você se dirigiu a mim com fineza, com educação. Você me tratou com honra, e suas ações honraram o meu caráter. Obrigado por isso. Eu quero viver com você pela eternidade; afinal, já somos amigos e nos entendemos e respeitamos há muito tempo”.

            Você quer ouvir isso dos lábios de Deus? Certamente que sim. Então, trate Deus com reverência. Trate Deus com respeito.

            Amém!