COMO JESUS TRATOU O LEPROSO
Johêdyr Cartaxo
Frequentemente em nossa sala, recebemos pedidos de oração em prol de pessoas doentes; essa é uma triste realidade presente no nosso mundo desde a entrada do pecado. Antigamente, as doenças não estavam associadas unicamente a entrada do pecado no planeta mas, comumente, eram associadas a entrada do pecado no próprio indivíduo (Lv 13:51 e 52).
Apesar de existirem vários tipos de doenças, diversas formas de uma enfermidade se apresentar, sem dúvida, nos tempos bíblicos, as enfermidades de pele eram as mais dramáticas. O procedimento para com os doentes está descritos em Levítico 13 e 14.
Historicamente, sabemos que no caso da lepra, (1) o indivíduo era expulso de casa e da comunidade, (2) passava a habitar em cavernas fora da cidade (Lv 13:46) e, sempre que se aproximasse de pessoas sãs, (3) deveria pronunciar aos gritos: “Imundo! Imundo!” (Lv 13:45) – procedimento que, se não efetuado, autorizava as pessoas a apedrejá-lo.
Como essas regras estavam válidas nos dias de Jesus, o relato da cura do leproso descrito em Mateus 8:1-3 (Mc 1:40-44 e Lc 5:12-14) no estimula a pensar em detalhes daquele milagre de Jesus, um dos poucos relatados nos três evangelhos sinóticos.
É difícil imaginar alguma situação que viabilizasse um encontro entre Jesus e um leproso; as multidões que seguiam o mestre (Mt 8:1) já o respeitavam e, certamente, impediriam tal contato, afinal, como a lepra era altamente contagiosa, se Jesus fosse contaminado, deveria ser expulso da comunidade.
Esse fato nos estimula a imaginar a dificuldade que o leproso teve para conseguir chegar até Jesus. Imagino que ao ver Cristo de longe cercado por uma multidão, ele tenha desistido do encontro, no entanto, cansado da viagem e, preocupado se se corpo aguentaria mais impactos da caminhada resolveu enfrentar a multidão.
Imagino que ao chegar perto dos últimos entre as fileiras ele gritava: “Imundo! Imundo!” e seguia se aproximando em direção à Jesus; as pessoas se entreolhavam e se afastavam e, certamente, alguns empunharam pedras e as arremessaram contra o leproso – era a única forma de se protegerem e resguardarem o Mestre.
Por causa disso, é fácil acreditar que algumas pedras atingiram o leproso, a tal ponto de o impedirem de continuar o seu caminho e, logo ali, no meio da multidão, ele caiu e, sem forças, esperou a última pedrada, aquela que declararia a sua morte. Como sabemos, ele não morreu ali e, idealizo que isso só aconteceu porque, ao mesmo tempo em que ele vinha de um lado da multidão em direção a Jesus, o Mestre vinha do outro em sua direção; quando caiu no chão, sem forças, foi também o momento que Jesus chegou ao seu lado! Estupefata, a multidão ouviu o diálogo: – Senhor, se queres pode purificar-me – Disse o leproso, ao que ”Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo” (e imediatamente o leproso foi curado).
Dentre as várias lições que podemos tirar dessa história, eu proponho o nosso encontro com Jesus que, por mais disponível que ele esteja, é requerido de nós algum esforço! Para encontrarmos Jesus se faz necessário orar, ler a Bíblia, meditar, ter fé e crer; é preciso ir até Ele. Em Isaías 55:6 nós somos intimados: “Buscai o Senhor” e Mateus 6:33 é adicionado que essa busca deve ser “com prioridade”.
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