Pr. Adolfo S. Suárez
Num sermão, aula ou palestra, é fundamental fazer perguntas, pois estas
ajudam a compreender e aprofundar os temas. Mas, que tipos de perguntas podemos
fazer? Quais as diretrizes para fazer boas perguntas?
TIPOS DE PERGUNTAS
O educador Donald Griggs propõe a sigla P.A.I. para designar os tipos
mais importantes de pergunta (adaptado
de Donald Griggs. Manual do Professor
Eficaz. 4ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 72,73).
Perguntas
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Características
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Exemplos
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P
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Pessoais
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Estas perguntas são relacionadas à experiência que as pessoas
vivenciam, o que permite uma identificação próxima do assunto com a própria
vida. Estas perguntas possibilitam que as pessoas pensem e ajam diretamente
sobre questões que dizem respeito às suas necessidades; neste caso, o tema
estudado se torna bem próximo do aluno, o que se constitui um fator altamente
motivador.
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- “Se você estivesse no lugar de Elias, como
teria tratado os sacerdotes de Baal?”
- “Com dor no coração Abraão teve que mandar embora Hagar e Ismael;
mencione uma ocasião em que você precisou fazer algo muito difícil. Como isso
afetou você?”.
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A
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Analíticas
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Requerem que os alunos pensem, reflitam, antes de responder, embora nem
sempre haja respostas certas e fechadas. Estas perguntas suscitam respostas
diferentes porque as pessoas observam um fenômeno e o entendem de modo
diferenciado.
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- “Que princípios de adoração encontramos no
episódio do Monte Carmelo?”
- “O que fez com quem um ser puro e perfeito iniciasse uma rebelião no
Céu?”
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I
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Informativas
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Requerem que os alunos lembrem algo a fim de dar uma resposta. A
informação a ser lembrada está nos livros, vídeos, palestra etc. Por sua
natureza, são perguntas fechadas, pois as respostas normalmente são únicas.
Perguntas informativas muitas vezes impossibilitam discussões.
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- “Quantos profetas de Baal Elias enfrentou no Monte Carmelo?”
- “Quantas viagens
missionárias fez o apóstolo Paulo?”
- “Quais foram as
dez pragas lançadas por Deus sobre o Egito?”
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DIRETRIZES IMPORTANTES PARA FAZER BOAS PERGUNTAS
Perguntar é fundamental para o aprendizado, pois pode “detonar” uma
reação em cadeia: curiosidade, interesse, aprendizado, desejo de mudança.
Então, é fundamental levar em conta alguns cuidados básicos na arte de fazer
perguntas. Atente para os seguintes (Ibidem, p. 75, 76).
1. Prefira perguntas abertas. As perguntas abertas possibilitam um diálogo mais
amplo e inteligente, pois fogem da tradicional resposta “sim” ou “não”, ou
mesmo de respostas decoradas, que não exigem reflexão. Por isso, em vez de
apenas querer saber quantos filhos teve Jacó, pergunte que elementos permitiram
que justamente o filho “prisioneiro” de Jacó – José – se tornasse o governador
do Egito. Em vez de apenas querer saber o nome dos 12 discípulos, pergunte o
que faz de alguém um verdadeiro discípulo de Jesus.
2. Faça uma pergunta de cada vez. Se o professor não faz perguntas durante a aula, a aula
se torna um sermão, impedindo a participação e o aprendizado mais duradouro.
Todavia, o outro extremo também deve ser evitado: muitas perguntas podem
confundir as pessoas, além de que se corre o risco de passar de um assunto a
outro sem a devida atenção.
3. Faça perguntas a toda a classe. Algumas vezes há uma ou duas pessoas mais falantes na
classe, e o professor se dirige constantemente a elas a fim de pedir sua
participação. Essa atitude pode inibir a participação dos demais; por isso,
programe-se para envolver todos, na medida do possível. Se for o caso, chame as
pessoas pelo nome, convidando-as a responder; ou simplesmente lance a pergunta
à classe e acompanhe com o olhar àqueles que você gostaria que respondessem.
4. Dê feedback à resposta do aluno. Diante da participação de alguém, ofereça-lhe retorno, seja agradecendo
verbalmente pela resposta, ou mesmo esboçando um sorriso de satisfação. Isso é
necessário para que a pessoa entenda que sua participação adequada é sempre
bem-vinda.
5.
Aprofunde as perguntas. O ideal é que a lição seja iniciada com perguntas
introdutórias e mais simples; porém, à medida que o assunto vai sendo explicado
e discutido, é necessário que as perguntas possibilitem uma exploração mais
profunda do tema, requerendo cada vez mais um esforço maior por parte dos
membros da classe.
6.
Após a pergunta, faça uma pausa. É
verdade que na pausa não há música, mas é também verdade que a pausa ajuda a
fazer a música. Igualmente, o silêncio que segue a uma pergunta é fundamental,
pois as pessoas precisam de tempo para pensar e encontrar a resposta adequada.
Cinco ou dez segundos podem parecer muito tempo para uma pessoa agitada, mas é
necessário para que as pessoas reflitam e interiorizem o questionamento feito.
De modo que não se apresse: faça silêncio após as perguntas, e espere com calma
a resposta de alguém.
7.
Faça interrogação e não interrogatório. O interrogatório é feito com o intuito de “tirar” uma resposta ou
depoimento de alguém, pressionando e colocando a pessoa na defensiva; desse
modo, o aluno fico inibido e, em alguns casos, irritado, o que prejudica sua
capacidade de responder de modo criativo. Por outro lado, o estilo de interrogação transmite a ideia de
interesse pela resposta da pessoa, pois a conversa é conduzida de modo
simpático, promovendo interação.
8.
Incentive os alunos a perguntarem. As perguntas não são um recurso apenas
dos professores, mas também dos alunos. Por isso, incentive e possibilite que
todas as pessoas da classe se sintam à vontade para perguntar.
9.
Seja simpático e tolerante com quem pergunta. Muitas vezes a pergunta feita
é incompreensível, e respondê-la pode parecer perda de tempo ou redundância.
Todavia, o professor precisa ter paciência com a pessoa que pergunta, a fim de
que ela tenha disposição para continuar participando. Como diz o Dr. Griggs,
nem sempre gostamos de todos os presentes que recebemos, mas sempre demonstramos
cortesia com quem nos dá o presente; da mesma forma, a demonstração de
cordialidade com que pergunta é uma maneira de dizer-lhe que apreciamos sua
participação, e cria um ambiente propício para – se necessário for – ensinar a
pessoa a como elaborar perguntas inteligentes.
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