quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Soteriologia (Tema 1) - Importância do Estudo da Salvação


Adolfo S. Suárez

1. Nós seres humanos precisamos da salvação

Salvação é algo que diz respeito a todos os seres humanos, pois todos pecamos, e todos carecemos da glória de Deus (Romanos 3:23).

2. Salvação é o tema universal da Escritura

“Salvação é o tema universal da Escritura. Todos os outros grandes temas são subdivisões ou explicações dele”.[1] De modo que estudar a salvação é fundamental, pela centralidade do assunto.

3. Permite-nos compreender um pouquinho a questão: Como Deus nos pode amar, sendo nós pecadores?

A compreensão do processo da salvação responde a uma pergunta importante: “Como pode Deus continuar a dar bênçãos a pecadores que merecem unicamente a morte”?[2]

4. O processo da Salvação nos torna participantes da natureza divina.

“Por meio de Cristo, somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus, e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no juízo”.[3]

5. Esta doutrina tem profundo impacto na vida prática de todo cristão.

“O conhecimento fatual acerca de Deus e de Seu amor e benevolência é insuficiente”.[4]

6. Esta doutrina desafia o intelecto humano, pois é uma “ciência”.

Ellen G. White a denomina de “a ciência da salvação”, e entende que “é a mais importante ciência a ser aprendida na preparatória escola terrestre”.[5] Claro, se é uma ciência que pode ser aprendida, isto implica em encorajamento, o que é compreendido nos escritos whiteanos a partir do entendimento de que o conhecimento da verdade e a própria verdade é “progressiva” e “ascendente”.[6]

7. Esta doutrina é um desafio ao intelecto humano, pois é um “mistério”.

De acordo com White, a redenção é um tema que vai além da compreensão humana; “é um tema inesgotável, merecedor de nossa contemplação mais íntima. Ultrapassa a compreensão do mais profundo pensamento, a extensão da mais vívida imaginação”.[7] Neste sentido, ela considerava que “a obra da redenção [...] é um mistério”, a despeito de ser “uma obra maravilhosa”.[8] Na verdade, não era apenas um mistério, mas “o mistério dos mistérios”.[9]



[1] Ivan T. Blazen. “Salvação”. In Raoul Dederen, editor. Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 305.
[2] Wayne Grudem. Teologia Sistemática, Atual e Exaustiva, 2a edição. São Paulo: Vida Nova, 2010, p. 549.
[3] Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 8a edição. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008, p. 149.
[4] Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, p. 150.
[5] WHITE, Ellen G. Counsels to Parents, Teachers, and Students, Regarding Christian Education. Mountain View, California: Pacific Press, 1943, p. 19.
[6] WHITE, Ellen G. The Story of Redemption, p. 289.
[7] WHITE, Ellen G. “The Darkness Comprehended It Not”, in The Review and Herald, 3 de junho de 1890. Ver também WHITE, Ellen G. “Missionary Work”, in The Sings of the Times, 17 de agosto de 1891, onde afirma: “We do not realize the claims of redemption. Christ has purchased us by his own precious life. His tender care has been over us every moment of our existence. Then has he not a right to our service? He has the claims of redemption, but we have lost the sense of what it means”.
[8] WHITE, Ellen G. “Christ Revealed the Father”, in The Review and Herald, 7 de janeiro de 1890.
[9] WHITE, Ellen G. God’s Amazing Grace. Washington, DC: Review and Herald, 1973, p. 186.






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