Adolfo S. Suárez
A
dedicação de uma criança é uma manifestação pública do compromisso da família
em conduzir a criança pelo caminho da vida eterna, perpetuando assim a confiança
que temos de que Deus cuida de todos nós.
É por isso que hoje vocês
aqui estão com esta criança. Falando ao sacerdote Eli a respeito de sua
alegria pelo nascimento de Samuel, Ana faz a seguinte afirmação em 1 Samuel
1:27 – “Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe
fizera”.
Duas
rápidas reflexões baseadas neste texto:
(1)
Os filhos
são uma dádiva de Deus. Os filhos são herança do Senhor. Em última instância,
eles não são nossos. Portanto, devemos cuidá-los com carinho, pois eles não nos
pertencem.
(2)
O mesmo
Deus que nos ouve quando lhe pedimos um filho, é o Deus que nos acompanha no
processo de conduzir a criança no caminho. Um pai e mãe sinceros e bem
intencionados – que fazem a vontade de Deus – sempre podem contar com a
resposta divina às suas petições.
No ano de 1954, a educadora Dorothy Law
Nolte escreveu um poema que se tornaria um grande clássico. O poema é
intitulado “As Crianças Aprendem o que Vivenciam”:
Se as
crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se
convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as
crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as
crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se
vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se
convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se
vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se
vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as
crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se
vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se
vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se
vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se
vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as
crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se
convivem com a eqüidade, aprendem o que é justiça.
Se
convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito.
Se as
crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles
que as cercam.
Cada frase deste poema sintetiza grandes
verdades. Todavia, séculos antes de Dorothy, a Bíblia já comentava sobre a
importância do que as crianças vivem e sobre a importância de cuidar com o
rumo, com o caminho pelo qual nós as conduzimos. O Provérbio 22: 6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve
andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”.
Nossos filhos são dádivas de Deus. Para conduzi-los no caminho, Deus dispõe-se a ouvir
as petições dos pais, assim como ouviu a
oração sincera de Ana.
Há duas idéias
fundamentais que faltam no poema acima; por isso, eu acrescento
duas frases:
Se as crianças convivem com pais confiáveis, justos e
bondosos, cultivam uma imagem saudável de Deus.
Se são instruídas no caminho de Deus, ainda quando
forem velhas não se afastarão dele.
No processo de
conduzir nossas crianças rumo ao lar celestial, os pais sempre podem contar com a
direção divina. Dessa maneira, diante de Seu trono poderão dizer: “O Senhor nos
deu este menino; nós o educamos como o Senhor nos pediu: no Caminho da Verdade
e da Vida”.
Que os pezinhos desta criança sejam conduzidos
pelo caminho em que deve andar, e que, mesmo quando adulto, nunca se desvie
dele.
Vamos orar para que Deus confirme este
momento e para que dê sabedoria a vocês pais para este desafio. E todos nós
pais e mães desta Igreja renovemos nosso compromisso de conduzirmos nossas
crianças no Caminho de Deus.
Amém!
oa noite Pstor vouo usar o seu sermão neste domingo com muita alegria, Deus continue a inspirar mensagem lindas como esta.
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